urbanas

verão na cidade onde vivemos
direto do aeroporto
nada disso importa
dia 13
dia 19
dançava debaixo da arquitetura
só depois de escurecer
onde o céu encontra o mar
homem moderno
um assento vazio
ela sorriu pra mim no metrô
parei na lanchonete da estrada
todos os nossos números
um espírito de pura poesia
balançando as cores no varal
o nível de baixo a corrente do jato
as coisas não parecem tão reais
sonhei que roubávamos a loja
cada paralelepípedo da velha cidade
vamos passear de guarda-chuva
quero roubar a sua alma
como um espremedor de frutas
um outro dia começou
correndo pra pegar o trem
esconderei todos os meus problemas
nem ligo
texturas, texturas
sombras que tocam a luz
motos e fuscas
antena captando a vibração
antena de tv
o infinito é tão perto quanto longe
passo a passo
chegou a hora
perdi a carteira
o caminho é um só
acordados, sonhamos
atravessando faróis vermelhos
intervalo
onde meus sonhos se tornam realidade
bicicleta de prata
nunca vai voltar
todo quarto é solitário
tente calçar os meus sapatos
eu posso estar lá
gloria
esperei pelo trem expresso
se eu pudesse ler a sua mente
venha na minha loja
apenas sorrio
o futuro do futuro
fico acordado
um outro lugar
visão verdadeira
lanternas acesas
você está atrasado
mo uma roda-gigante
o nó da madeira
Polly
bilhetinho de boa sorte
casa na ilha
as cores no ar
histórias para todos ouvirem
esses caminhos que vamos cruzar
debaixo da nogueira
balsa pra ilha
árvore gigante
azul como as lanternas
mariposa e lamparina
big in Japan
o sol renasce no japão
na cena do crime
até o dia raiar
nada novo sob o sol
tinha um problema
qualquer coisa de intermédio
no vão da varanda
eu e você olhando pro céu
pra lua e de volta
a placa de contra-mão
vou tentar coisa melhor
antes que você mude de ideia
seguindo os passos
bem-vindos a miami
sentado no meio-fio
a luz do céu pálido
crepúsculo dia e noite
camisa estampada e sotaque do sul
em um dia de inverno
na minha calçada
jacaré
minha bicicleta
a porta da igreja
fui à praia
grades em linha
peitoril da janela
meu lado direito
o gueto e a rua
canoa furada
tijolo na parede
no avesso da montanha
até onde a vista alcança II
escada secreta
perdendo meu tempo
cantando com os pássaros azuis
a tua sombra
nada mudou
no alto de um edifício comercial
vivendo aqui no subsolo
mais um lance
esperando na fil
lá vai ela I
com todo o meu amor
belo dia de sol
tijolo de construção
somos apenas vozes
gato, jegue ou mula
prepare o bacon não queime a torrada
as pessoas que vem e vão
decadência com elegância
achei que eu era culpado
aceitável nos anos 80
hoje eu não vou
raio de luz
me sinto muito melhor à noite
pronto pra zarpar
veja as cores
lá em casa estão me chamando
me deixa morar nesse azul
você é quem você é
moscas preguiçosas
pela janela do quarto
vai-e-vem
bravo novo mundo
é o vão
onde um homem se situa
posso vê-los também